Mudanças de mindset nas farmácias brasileiras

Já não é mais novidade que o mercado de farmácias no Brasil é muito dinâmico, competitivo e extremamente desafiador. Uma prova deste contexto é o número aproximado de sete mil farmácias por ano, que não resistem aos prejuízos e acabam fechando as suas portas. Cerca de 12 anos é a vida média de uma farmácia no Brasil. Mas tudo indica que de agora em diante, o cenário competitivo será ainda mais desafiador.

A pandemia tornou ainda mais relevante do segmento de farmácias! Aumentar a prevenção, amenizar os efeitos das comorbidades, tratar as sequelas no período pós COVID, são novas rotinas que aproximam ainda mais a população do ambiente das farmácias. Por maiores que sejam as crises, as farmácias não fecham as suas portas! Isso chama a atenção de investidores, acaba estimulando ainda mais o acirramento da concorrência, a entrada de novos players disputando como nunca um cliente com baixo poder de compra, índice elevado de desemprego, sem falar do aumento significativo da pobreza no Brasil. Infelizmente, voltamos a falar sobre fome na mesa dos brasileiros.

Estamos em um cenário em que as farmácias brasileiras precisarão se adaptar para suprir um número maior de necessidades dos consumidores, ao mesmo tempo em que o poder de compra estará extremamente fragilizado.

Entendeu onde estão os grandes desafios que clamam por uma urgente MUDANÇA DE MINDSET? Estamos nos referindo à mudança de mentalidade principalmente dos proprietários, estendendo o desafio para todas as lideranças responsáveis pela entrega de produtos e serviços.

Este novo cenário requer muito mais sensibilidade com os clientes, um mix de produtos mais ajustado ao poder aquisitivo debilitado, métodos e processos que revolucionem o atendimento, a interação com os clientes. Farmácias terão muitas dificuldades se insistirem em uma gestão amadora, improvisada, sem uma cultura de indicadores, inteligência para gerar tráfego, competência para gerar lucro, em pleno ambiente de escassez monetária. Estamos falando de um domínio do negócio que vai colocar a produtividade (mais com menos) como pré-requisito para estes novos processos de gestão. Produtividade dos funcionários, na gestão dos estoques, no ciclo operacional, nas ações coordenadas para gerar tráfego, no retorno sobre os investimentos (ROI).

Entendeu a necessidade de uma MUDANÇA DE MINDSET por parte das lideranças? Ela precisa acontecer para que haja a adequação na gestão frente às mudanças que já estamos verificando neste novo mercado. Quem não compreender e não fizer os devidos ajustes, vai acabar contribuindo com o aumento da lista das sete mil farmácias que quebram todos os anos no Brasil.

Mudar a mentalidade significa mudar a cultura, aprender e consolidar novas rotinas, assumir definitivamente o protagonismo do próprio negócio.

Mas as mudanças não ocorrerão somente pela via dos conteúdos, que são desafiadores. Teremos mudanças significativas também na forma de consumir estes conteúdos, na experiência dos usuários, cada vez mais conectados, mais informados, sem nenhuma limitação de acesso e de espaço. Como você já deve ter percebido, a pandemia impôs a todos nós uma espécie de “alfabetização digital forçada” que acabou nos surpreendendo com a instantaneidade do conhecimento, a facilidade de acesso, sem falar nos custos que acabaram derretendo, sem translado, hospedagem, coffee break, perda de tempo, perda de vida no final das contas.

Consideradas como maravilhas da tecnologia em se tratando de capacitação, as novas Plataformas de Aprendizagem (L.M.S. – Learning Management System) nos permitem levar o conhecimento para um funcionário, dez funcionários, mil ou dez mil funcionários, ao mesmo tempo. A plataforma permite que saibamos se o funcionário assistiu às aulas, que nota ele tirou na prova, se correspondeu ou não à nota mínima estabelecida pela empresa. Como todos nós sabemos que a habilidade só vem com prática, depois de alguns dias já se tem a expectativa de que o conhecimento adquirido produza os seus efeitos, com impacto direto no resultado do trabalho executado.

A MUDANÇA DE MINDSET não tem a ver só com os conteúdos, mas também com a forma, com a velocidade com que se consegue o resultado, pela via do aporte de conhecimento colocado em prática.

Opa! Quase que eu ia esquecendo… Enquanto que o funcionário aprende o novo método de trabalho, simultaneamente a sua liderança também aprende como deve ser feito o monitoramento, o feedback ao longo do aprendizado, a sensibilidade para estabelecer as metas correspondentes ao método que foi ensinado. Eu também já ia esquecendo que além dos níveis operacional e tático, o nível estratégico também pode ser informado e orientado sobre tudo o que acontece no ambiente de execução. Estamos falando em capacitação em todos os níveis, simultaneamente, com conteúdos específicos para cada nível (estratégico, tático e operacional).

Se você já percebeu que a capacitação corporativa vive um processo nítido de DISRUPÇÃO TECNOLÓGICA, constitui vantagem competitiva e sentido de urgência, seja muito bem vindo ao clube!!!

Vamos conversar sobre a sua farmácia?